Chrissie Brown: A Pele Oliva

Hoje vim falar da transformação de Chrissie Brown!

Quando Chrissie me procurou sua maior queixa era a dificuldade de encontrar cores de roupa e maquiagem que ela se sentisse bonita.

Isso é muito comum quando a gente não se encontra com nossa coloração e estilo.

Chrissie é modelo, mas antes de conhecer suas cores estava com poucos trabalhos.

Chrissie relatou que sempre usou tons vibrantes e claros. Era assim que sua mãe a vestia enquanto criança e ela manteve o hábito na vida adulta.

A mãe de Chrissie chama-se Lilian e ela resolveu fazer Análise Cromática também.

O que descobrimos? Lilian tinha uma coloração clara e vibrante (primavera intensa), enquanto sua filha Chrissie uma coloração escura e mais sóbria: Inverno Escuro.

A Pele Oliva

Chrissie é um exemplo de pele oliva! De mãe branca e pai negro, Chrissie tem uma combinação de cores únicas! Embora sua pele aparente ser quente (fundo amarelado), ela se ilumina com os tons frios (fundo rosado, azulado) e escuros!

A Descoberta das Coloração

Ao descobrir suas cores, Chrissie passou a se maquiar e se vestir de acordo com com a sua coloração pessoal e conseguiu varios trabalhos incríveis!

Na sua maquiagem, ela começou a trabalhar melhor o contorno e a sombra e levar em conta as suas lindas feições.

O Resultado já é de imaginar! Chrissie está um arraso! Se sente linda todos os dias, está prosperando em sua vida profissional e não poderia estar mais feliz!

Observação: esse artigo trata-se apenas de uma brincadeira para exemplificar como a Análise Cromática pode impactar na sua vida, escolhas e auto-estima, além de ser uma forma interessante e lúdica de autoconhecimento!

A Consultoria de Suzy Auburn

Hoje vamos falar do #antesedepois de uma cliente muito especial! A Suzy Auburn veio a mim com a seguinte questão: “Sou uma profissional excelente na minha área, mas não me sinto respeitada. Queria passar uma imagem mais madura e sofisticada.”

Essa é uma questão comum entre mulheres em torno dos seus 30 e 40 anos.

Foto de Suzy antes da Consultoria

Meu diagnóstico para Suzy foi realizar uma Consultoria de Imagem Completa que inclui:

⁃ Análise Cromática

⁃ Análise do Tipo Fisico e Visagismo;

⁃ Avaliação do Estilo Pessoal;

⁃ Closet cleaning (seleção e descarte dos itens do armário);

⁃ Personal Shopping

⁃ Montagem de Looks

⁃ Aula de Automaquiagem

Suzy estava ansiosa e desejando mudanças em sua vida! Ao obter informações sobre si mesma e aprender como realçar a própria beleza, Suzy se tornou mais confiante e segura!

Hoje vou falar sobre algumas das etapas da Consultoria de Suzy! Vamos lá?

Análise Cromática

Ao realizar a Análise Cromática descobri que Suzy Auburn tem a pele neutra quente e sua cartela de cores é Outono Suave.

Verificamos então que seus cabelos não estavam com a coloração adequada para o seu tipo de pele.

Suzy é ruiva natural, mas tinge seu cabelo com outro tom de ruivo desde os 17 anos quando entrou para a faculdade.

O primeiro passo foi ajustar a cor de seus cabelos! O ruivo de antes tinha um subtom frio. Era uma cor muito fantasia e juvenil para Suzy.

A solução foi deixar o tom desbotar e fazer uma coloração mais próxima do seu natural. O resultado foi um tom mais adequado para o seu momento de vida, tom de pele e objetivo de imagem.

Visagismo

Na Análise Facial, verifiquei que Suzy tem um rosto do tipo Coração. Suzy sempre achou sua testa um pouco larga e usa franja desde adolescente.

Isso faz com que seu rosto se torne mais curto e sua aparência fique infantilizada. A testa simboliza o intelecto. Quando a testa é inteiramente coberta, a imagem que fica é que o intelecto não importa.

Para deixar o visual de Suzy mais maduro e de acordo com o seu formato de face e objetivo de imagem, a sugestão foi deixar a franja crescer e manter o cabelo mais fio reto. O ideal seria que Suzy cortasse um pouco do comprimento dos cabelos. Mas as mudanças já foram muitas e ela quis manter os fios mais longos.

Para cobrir a testa apenas parcialmente a sugestão foi que Suzy usasse seus cabelos de lado. Assim ela se sentiria mais confortável e segura.

Revitalização do Armário

Ao avaliar o armário de Suzy, verifiquei que a maior parte de suas peças eram bem antigas. Peças que ela usava na época da faculdade.

As cores, o estilo e caimento das roupas de Suzy já não tinham a ver com a mulher independente e profissional bem sucedida que se tornara.

Avaliamos item a item, descartando (para doação) o que não fazia mais sentido para Suzy e seu objetivo de imagem.

Personal Shopping

Essa é a etapa que Suzy mais esperava: Renovar o guarda-roupa!

Levei Suzy em lojas que ela não conhecia pois tinha receio de entrar! Ela ficou impressionada como faz diferença comprar itens com cor e modelagem adequadas para o seu tipo físico e coloração.

Automaquiagem

Na aula de automaquiagem Suzy me contou que se maquiava todos os dias, mas não se sentia segura com as cores que usava nem a forma que aplicava.

De fato, a base que ela usava não estava adequada ao seu tom de pele. Para verificar isso basta observar a diferença de tom entre o rosto e o colo. Ela ainda usava batons muito frios e claros o que deixava a maquiagem pouco harmônica.

Suzy aprendeu a fazer dois tipos de maquiagem: uma pro dia a dia e outra para eventos.

Conheceu as cores que mais harmonizam com sua coloração e realçam sua beleza.

Mudanças

Realizar a Consultoria de Imagem de Suzy Auburn foi extremamente satisfatório e ela ficou muito feliz com as mudanças em sua vida. Hoje se sente mais confiante, bonita, poderosa e segura. You Go Girl!

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Brincadeiras a parte, esse artigo descreve algumas partes de como é a experiência e as possíveis mudanças para quem realiza a Consultoria de Imagem completa.

Espero que tenham gostado da brincadeira lúdica e qualquer dúvida, não hesite em entrar em contato!

Uma atitude muda tudo! Mindset das Compras!

Ontem foi dia de Personal Shopping. Encontrei com a cliente em Ipanema e passei o roteiro das lojas que eu tinha pré selecionado peças para ela experimentar.

Quando mencionei uma loja específica, ela soltou um: “aff! Essa loja não”. Eu fiquei surpresa com a reação dela pois é uma loja que mulheres do padrão de vida, estilo e classe social dessa cliente costumam amar.

Perguntei o motivo dela não gostar da loja e eis que ela me responde algo bem comum: “Sempre que eu vou lá me sinto julgada e não sou bem tratada pelas vendedoras, mas gosto muito das roupas de lá”.

Infelizmente, isso é algo bem comum. Eu já passei por isso e, honestamente, não conheço ninguém que não tenha passado.

Mas desde que eu me tornei consultora de imagem e comecei a entrar nas lojas com olhar mais técnico e com mais confiança, isso foi lentamente deixando de acontecer.

Acreditava que era por ser uma profissional do ramo que poderia gerar muitos frutos para as lojas. Mas, olhando com mais cuidado, a esmagadora maioria das lojas que passei a frequentar, seja por mim ou por causa das minhas clientes, nem sabiam que eu era consultora de imagem. Algo que eu só menciono em último plano, de fato.

Voltando a minha cliente daquela tarde, eu estava decidida a por um fim na má impressão que a cliente tinha daquela loja. A loja tem boas peças, no estilo da cliente, excelente qualidade e um preço, bem, um preço que a cliente pode e esta acostumada a pagar.

Antes de entrar na loja, nos sentamos num café nas proximidades e fiz a pergunta que fiz no meu instagram na tarde de ontem: “Você já viu o filme Pretty in Pink (A garota de rosa shocking)?”

Ao contrario da maioria que respondeu a enquete lá no instagram, ela já tinha visto, afinal, ela era adolescente quando o filme foi lançado.

E por que eu fiz essa pergunta? Por que tudo na vida é uma questão de atitude.

(SPOILER ALERT) No filme, Andie é uma menina de classe baixa que frequenta uma escola publica americana que possui muitos ricos e muitos pobres também. Ela se sente triste porque começa a gostar de um menino rico e se sente culpada em querer sair com ele, que pertence a outro grupo socioeconômico, bem diferente do mundo dela. Em uma conversa de Andie com o diretor da escola, ele fala: “Se você sinaliza que não quer pertencer, as pessoas vão garantir que você não pertença”

“If you put out signals that you don’t want to belong, people are gonna make sure that you don’t.”

Ao falar sobre isso com a cliente, questionei sobre a atitude dela ao entrar na loja. Falei que ela não deveria se sentir intimidada pelos preços, pelas vendedoras e nem pela fama da loja.

A nossa atitude ao entrar numa loja, ou em qualquer ambiente, é importantíssima para nos sentirmos aceitos. E ao inflar o ego da cliente, falando que era uma mulher linda e rica (totalmente verdade), eu garanti que a atitude dela o entrar na loja demandasse um bom atendimento.

A atitude é uma das 4 dicas que eu dou para garantir um bom atendimento e evitar as compras de impulso e desnecessárias.

Como assim? Quando você entra com atitude, o poder está nas suas mãos e você se sente mais confiante para seguir as outras 3 dicas!

Quer saber das outras dicas? Clique aqui e assista meu vídeo do canal Se Enxerga!

TED Talks Bacanas #2 – Adaptive Clothing

Vocês já ouviram falar do termo “Adaptive Clothing”? Traduzido como “roupas adaptadas” ou “roupas inclusivas”, esse é um ramo da indústria da moda pouco conhecido e explorado.

Esse é o tema do nosso TED Talk de hoje. Ministrado pela incrível Fashion Designer Mindy Scheier, ela também fala sobre as suas dificuldades na maternidade e sobre a industria da moda.

Vamos lá?

Para quem quiser assistir o vídeo com legenda em português, clique aqui.

Como dito na palestra, Mindy está a frente do Projeto “Runway of Dreams” (Passarela dos Sonhos em tradução livre) que tem o objetivo de adaptar roupas para pessoas portadoras de deficiências. O objetivo é fazer com que as roupas adaptadas tenham o estilo que o usuário deseja para elevar sua autoestima por meio da vestimenta e inclusão.

O TED Talk de Mindy foi gravado em Novembro de 2017, ou seja, super recente. A industria das roupas inclusivas/adaptadas é nova e está em expansão.

Aqui no Brasil também existem projetos similares. Porém, em todas as lojas onlines que eu visitei, achei as roupas extremamente funcionais, padronizados e nada modernas (vejam foto abaixo).

Adapt wear

São roupas muito diferentes da coleção Tommy Adaptive de Tommy Hilfiger, cujo objetivo é “ser inclusiva e capacitar pessoas de todas as habilidades para se expressarem por meio da moda.”

Tommy-Adaptive5

Olha que foto linda e impactante!

Não precisa ser nenhum especialista de moda para perceber a diferença e empoderamento que essas roupas adaptadas podem oferecer aos portadores de deficiência, não é mesmo?

O empoderamento e autoestima acontece não só pela beleza das roupas mas pela facilidade em vesti-las.

De acordo com o último Censo do IBGE (realizado em 2015), existem cerca de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Está aí uma grande oportunidade para a industria da moda que quer fazer a diferença na vida de milhões de brasileiros.

E ai? Vocês gostariam ou conhecem alguém que gostaria de uma moda adaptada mais bacana? Conhecem algum lugar que já produz roupas adaptadas interessantes? Deixe seu comentário!

 

Os Cabelos Naturais e os Padrões de Beleza

Quem por aí usa seu cabelo natural? Sem escova, alisamentos, chapinhas e etc?

Hoje vamos falar sobre os padrões de beleza e como isso afetou a vida dos brasileiros e brasileiras que não se enquadravam nesse padrão.

A moda capilar com o passar dos anos

A revista Cabelos fez um artigo muito interessante sobre o assunto.Quem quiser ler na íntegra, clica aqui.

O que eles contam no artigo é que a moda dos cabelos lisos teve inicio em 1930, mas como não existiam os produtos químicos alisadores, o jeito era usar uns instrumentos (cabelisador ou pente quente) que eram aquecidos no fogo e depois passados na cabelo.

É claro que os danos aos cabelos eram terríveis. Quem lembra da cena do filme Little Woman (Adoráveis Mulheres) – um dos meus filmes preferidos – em que a Jo queima o cabelo da irmã?

Esse filme (que eu não me canso de assistir! Hehe) se passa em torno de 1860, quando a moda era cabelos longos e perfeitamente ondulados, mas o estrago era o mesmo que os cabelisadores e pentes quentes poderiam causar.

Aqui no Brasil, muitos usavam os ferros de passar nos cabelos para dar aquela alisada (pode perguntar pros familiares mais velhos, vai achar alguém que fazia isso! Rs).

Os anos se passaram e na década de 50 surgiram os primeiros alisadores químicos, como o hidróxido de sódio (soda caustica), que eram mais usados para alisar/relaxar os cabelos afros.

Na década de 70, com a era hippie, os cabelos voltaram um pouco para a naturalidade. Mas ainda assim surgiram alisantes como o hidróxido de potássio, que por ser extremamente agressivo, danificava muito os cabelos.

Nos anos 80, o volume era a moda. Surgiu então o permanente (tioglicolato de amônio), cujo objetivo era dar ondas e volume. Mesmo assim, surgiram outras químicas para alisar como o Relaxer (relaxamento), Henês e toucas químicas.

A partir da década de 90, os cabelos lisos chapados viraram febre, as pranchas foram popularizadas e surgiu o alistamento japonês (quem lembra?), também chamado de escova definitiva. Esse alisamento danificava bastante os fios e o resultado era bastante artificial.

Aqui no Brasil, a preocupação com a imagem, beleza e o interesse por cosméticos é muito alta. Por isso, muitos desses alisamentos foram inventados e utilizados aqui.

A partir 2010, houve a proibição do formol e do ácido glioxilico (por liberar formol quando aquecido). Hoje, a Anvisa permite as seguintes substancias para alisamento: tioglicolato de amônio, carbonato de guanidina, hidróxido de guanidina, de sódio, de potássio, lítio e cálcio.

Padrão de Beleza e a Liberdade

Esse padrão de beleza de cabelos lisos fez com que muitas mulheres (e homens também, mas em menor proporção) se mantivessem reféns desses alisamentos e, com o passar do tempo, muitos foram percebendo os danos físicos e psicológicos.

Muitas meninas, ainda crianças, sofreram com bulling por causa dos cabelos ondulados, cacheados e afros. Não podia-se ser quem era, tinha que seguir os padrões.

Porém, as químicas danificaram muito os fios e muitas mulheres passaram a ter queda de cabelo, aumento da oleosidade e até alopecia devido aos danos.

Nesse momento, muitas mulheres passaram a querer seus cabelos naturais, estavam prontas para serem livres da escravidão das químicas. Seguir os padrões impostos pela sociedade não valia mais a pena.

Observação Pertinente 1: não estou aqui querendo que você, ou que ninguém, deixe de fazer química ou faça química. Cada um faz o que quer com o cabelo, mas faca com consciência do que esta fazendo!

Transição Capilar

Neste momento surge a transição capilar. As mulheres simplesmente pararam de usar química e deixaram seus cabelos crescerem naturais.

A transição capilar é um sofrimento para muitas mulheres, pois, por muito tempo, os cabelos ficam com duas texturas e a autoestima pode ser afetada.

Quando o cabelo cresce o suficiente, ocorre o Big Chop (o grande corte) para tirar todos os vestígios do alisamento e sobra apenas os cabelos naturais.

E gente, olha essa foto! Nem preciso mais falar nada, né?!

Eu adoro ver fotos de transição capilar e big chop, sigo até as hashtags! Rs

Semana do Cabelo Real

Essa semana, um cabeleireiro especializado em cabelos reais (naturais e sem químicas alisadoras), chamado Bruno Dantte (@brunodantte) criou a Semana do Cabelo Real (#desafiocabeloreal), no qual ele está divulgando uma serie de video-aulas para ajudar as pessoas que querem usar seus cabelos naturais.

As aulas 1 e 2 já foram liberadas. Não sei quanto tempo elas ficarão liberadas, então, se você tem interesse, corre no site dele ou no instagram para mais informações.

Eu já assisti e vou tentar fazer esse desafio por aqui, e trago novidades para vocês! Vamos fazer também?