TED Talks Bacanas #2 – Adaptive Clothing

Vocês já ouviram falar do termo “Adaptive Clothing”? Traduzido como “roupas adaptadas” ou “roupas inclusivas”, esse é um ramo da indústria da moda pouco conhecido e explorado.

Esse é o tema do nosso TED Talk de hoje. Ministrado pela incrível Fashion Designer Mindy Scheier, ela também fala sobre as suas dificuldades na maternidade e sobre a industria da moda.

Vamos lá?

Para quem quiser assistir o vídeo com legenda em português, clique aqui.

Como dito na palestra, Mindy está a frente do Projeto “Runway of Dreams” (Passarela dos Sonhos em tradução livre) que tem o objetivo de adaptar roupas para pessoas portadoras de deficiências. O objetivo é fazer com que as roupas adaptadas tenham o estilo que o usuário deseja para elevar sua autoestima por meio da vestimenta e inclusão.

O TED Talk de Mindy foi gravado em Novembro de 2017, ou seja, super recente. A industria das roupas inclusivas/adaptadas é nova e está em expansão.

Aqui no Brasil também existem projetos similares. Porém, em todas as lojas onlines que eu visitei, achei as roupas extremamente funcionais, padronizados e nada modernas (vejam foto abaixo).

Adapt wear

São roupas muito diferentes da coleção Tommy Adaptive de Tommy Hilfiger, cujo objetivo é “ser inclusiva e capacitar pessoas de todas as habilidades para se expressarem por meio da moda.”

Tommy-Adaptive5

Olha que foto linda e impactante!

Não precisa ser nenhum especialista de moda para perceber a diferença e empoderamento que essas roupas adaptadas podem oferecer aos portadores de deficiência, não é mesmo?

O empoderamento e autoestima acontece não só pela beleza das roupas mas pela facilidade em vesti-las.

De acordo com o último Censo do IBGE (realizado em 2015), existem cerca de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Está aí uma grande oportunidade para a industria da moda que quer fazer a diferença na vida de milhões de brasileiros.

E ai? Vocês gostariam ou conhecem alguém que gostaria de uma moda adaptada mais bacana? Conhecem algum lugar que já produz roupas adaptadas interessantes? Deixe seu comentário!

 

Os Cabelos Naturais e os Padrões de Beleza

Quem por aí usa seu cabelo natural? Sem escova, alisamentos, chapinhas e etc?

Hoje vamos falar sobre os padrões de beleza e como isso afetou a vida dos brasileiros e brasileiras que não se enquadravam nesse padrão.

A moda capilar com o passar dos anos

A revista Cabelos fez um artigo muito interessante sobre o assunto.Quem quiser ler na íntegra, clica aqui.

O que eles contam no artigo é que a moda dos cabelos lisos teve inicio em 1930, mas como não existiam os produtos químicos alisadores, o jeito era usar uns instrumentos (cabelisador ou pente quente) que eram aquecidos no fogo e depois passados na cabelo.

É claro que os danos aos cabelos eram terríveis. Quem lembra da cena do filme Little Woman (Adoráveis Mulheres) – um dos meus filmes preferidos – em que a Jo queima o cabelo da irmã?

Esse filme (que eu não me canso de assistir! Hehe) se passa em torno de 1860, quando a moda era cabelos longos e perfeitamente ondulados, mas o estrago era o mesmo que os cabelisadores e pentes quentes poderiam causar.

Aqui no Brasil, muitos usavam os ferros de passar nos cabelos para dar aquela alisada (pode perguntar pros familiares mais velhos, vai achar alguém que fazia isso! Rs).

Os anos se passaram e na década de 50 surgiram os primeiros alisadores químicos, como o hidróxido de sódio (soda caustica), que eram mais usados para alisar/relaxar os cabelos afros.

Na década de 70, com a era hippie, os cabelos voltaram um pouco para a naturalidade. Mas ainda assim surgiram alisantes como o hidróxido de potássio, que por ser extremamente agressivo, danificava muito os cabelos.

Nos anos 80, o volume era a moda. Surgiu então o permanente (tioglicolato de amônio), cujo objetivo era dar ondas e volume. Mesmo assim, surgiram outras químicas para alisar como o Relaxer (relaxamento), Henês e toucas químicas.

A partir da década de 90, os cabelos lisos chapados viraram febre, as pranchas foram popularizadas e surgiu o alistamento japonês (quem lembra?), também chamado de escova definitiva. Esse alisamento danificava bastante os fios e o resultado era bastante artificial.

Aqui no Brasil, a preocupação com a imagem, beleza e o interesse por cosméticos é muito alta. Por isso, muitos desses alisamentos foram inventados e utilizados aqui.

A partir 2010, houve a proibição do formol e do ácido glioxilico (por liberar formol quando aquecido). Hoje, a Anvisa permite as seguintes substancias para alisamento: tioglicolato de amônio, carbonato de guanidina, hidróxido de guanidina, de sódio, de potássio, lítio e cálcio.

Padrão de Beleza e a Liberdade

Esse padrão de beleza de cabelos lisos fez com que muitas mulheres (e homens também, mas em menor proporção) se mantivessem reféns desses alisamentos e, com o passar do tempo, muitos foram percebendo os danos físicos e psicológicos.

Muitas meninas, ainda crianças, sofreram com bulling por causa dos cabelos ondulados, cacheados e afros. Não podia-se ser quem era, tinha que seguir os padrões.

Porém, as químicas danificaram muito os fios e muitas mulheres passaram a ter queda de cabelo, aumento da oleosidade e até alopecia devido aos danos.

Nesse momento, muitas mulheres passaram a querer seus cabelos naturais, estavam prontas para serem livres da escravidão das químicas. Seguir os padrões impostos pela sociedade não valia mais a pena.

Observação Pertinente 1: não estou aqui querendo que você, ou que ninguém, deixe de fazer química ou faça química. Cada um faz o que quer com o cabelo, mas faca com consciência do que esta fazendo!

Transição Capilar

Neste momento surge a transição capilar. As mulheres simplesmente pararam de usar química e deixaram seus cabelos crescerem naturais.

A transição capilar é um sofrimento para muitas mulheres, pois, por muito tempo, os cabelos ficam com duas texturas e a autoestima pode ser afetada.

Quando o cabelo cresce o suficiente, ocorre o Big Chop (o grande corte) para tirar todos os vestígios do alisamento e sobra apenas os cabelos naturais.

E gente, olha essa foto! Nem preciso mais falar nada, né?!

Eu adoro ver fotos de transição capilar e big chop, sigo até as hashtags! Rs

Semana do Cabelo Real

Essa semana, um cabeleireiro especializado em cabelos reais (naturais e sem químicas alisadoras), chamado Bruno Dantte (@brunodantte) criou a Semana do Cabelo Real (#desafiocabeloreal), no qual ele está divulgando uma serie de video-aulas para ajudar as pessoas que querem usar seus cabelos naturais.

As aulas 1 e 2 já foram liberadas. Não sei quanto tempo elas ficarão liberadas, então, se você tem interesse, corre no site dele ou no instagram para mais informações.

Eu já assisti e vou tentar fazer esse desafio por aqui, e trago novidades para vocês! Vamos fazer também?

Você conhece Jay Shetty?

Hoje vamos começar uma seção nova aqui no site, o “você conhece”. Para inaugurar, queria primeiramente compartilhar esse video de Jay Shetty e depois vamos conhecer um pouco dele.

Gostaram?

Quem é Jay Shetty?

Jay Shetty hoje é um palestrante motivacional, YouTuber. Seus videos são sempre inspiradores e o objetivo dele, como ele próprio define é: “making wisdom go viral”, ou seja, fazendo que a sabedoria viralize (em tradução livre).

A sua historia é muito interessante, pois ele já foi até monge. Mas o que um monge tem a ver com tecnologia e YouTube?

Jay nasceu e foi criado em Londres. Sempre foi um menino tímido e introvertido, mas que se esforçava para fazer uma mudança positiva, para ajudar. Enquanto criança sofreu bullying por ser acima do peso. Já na adolescência, se tornou mais rebelde e acabou sendo suspenso da escola em algumas ocasiões.

Aos 16 anos ele perdeu dois de seus melhores amigos em situações distintas. Um de um acidente de carro e outro em virtude de violência entre gangues. Esses eventos geraram um impacto muito grande em Jay.

Ele percebeu que a vida é uma benção e sentiu a necessidade de achar um significado mais profundo em sua própria vida.

Conhecendo um monge

Aos 18 anos, Jay conheceu um monge e o sentido da palavra sucesso começou a ser redefinido para ele. Naquele momento, Jay queria uma vida para servir, para gerar impacto e paixão espiritual. Dinheiro, poder e fama não faziam sentido.

Aos 22 anos, ele se formou como Especialista de Comportamento (Behavioral Science Degree). Ele estava inspirado a fazer a diferença e decidiu viver como um Monge na India e Europa. Se libertou de suas roupas contemporâneas, raspou o cabelo, colocou seu robe e assim viveu por 3 anos.

Por tres anos, acordou as 4 da manha, tomava banhos frios, fazia jejuns e meditava por 4 a 8 horas diárias. Estudou filosofia, ciência e suas conexões com o mundo moderno. Metade do dia era gasta com aprendizado e crescimento pessoal, a outra metade ajudando os outros. Ajudas que incluíam meditação coletiva, construção de vilas sustentáveis, programas de distribuição de alimentos e etc.

Volta a Londres

Apos tres anos,, resolveu retornar a Londres e viver com seus pais. Ele nao tinha mais pertences e nenhum dinheiro em seu nome. Para os outros, ele havia cometido “career suicide”(suicídio de carreira).

Assim que voltou, ficou 9 meses se atualizando no que tinha acontecido com o mundo a sua volta.

Vida de Palestrante

Um colega de Jay da faculdade, o convidou para falar na companhia que trabalhava. A empresa estava sob muita pressão e seus funcionários estressados.

Ele começou a falar sobre produtividade e como o que ele tinha aprendido como um monge poderia ser aplicado nos ambientes corporativos.

Mundo digital

Jay logo percebeu que o mundo estava se digitalizando e, simultaneamente as palestras, se tornou um consultor de mídias sociais para a Accenture.

Ele chamou atenção de Arianna Huffington, do Huffpost e passou a ser o apresentador para o conteúdos de Estilo de Vida em New York. Foi quando se mudou para New York.

Jay acabou saindo do HuffPost para fazer seus próprios videos motivacionais. Hoje, alem dos videos, faz palestras para grandes empresas como Google, Coca-Cola, LÓreal, EY, HSBC, Facebook, Microsoft e Accenture.

* * * *

E ai? Gostou de conhecer Jay Shetty?

Mãos, unhas e imagem pessoal

As nossas mãos são muito importantes para a nossa imagem pessoal. A forma como utilizamos as mãos para falar e para cumprimentar são fatores importantes na construção de nossa imagem. Por isso, o cuidado e os aspecto de nossas mãos também influenciam em nossa imagem.

Isso não significa que devemos estar sempre com um esmalte impecável. Não mesmo. Mas as mãos devem estar bem cuidadas, limpas, sem pelinhas por todos os cantos, se você deseja passar uma imagem que evidencia o seu zelo por você mesma/o.

Imagem Profissional

Para todas (ou pelo menos, a maioria) das profissões, a imagem pessoal é importante e, por vezes, crucial para a construção e ascensão em uma carreira. A ideia é a seguinte: se não prestamos atenção em nós mesmos, como vamos cuidar adequadamente do patrimônio da empresa; cuidar de seus ativos financeiros; analisar com cuidado os aspectos de um projeto, processo ou caso; avaliar nossos colaboradores; tratar de pacientes; zelar por nossos clientes; e por ai vai.

E nesse aspecto, a imagem pessoal, a adequação ao ambiente e a autoestima andam de mãos dadas.

Unhas postiças e adequação no ambiente de trabalho

Nem sempre as unhas postiças são adequadas ao seu ambiente de trabalho. Vai depender do tamanho, do formato, cor das unhas e do seu ambiente de trabalho.

Na duvida, escolha um formato quadrado arredondado nos cantos, redondas ou ovais. As quadradas, se não tiver cantos muito perfurantes, também são adequadas.

Unhas 1

Unhas muito cumpridas que fazem barulhos em excesso ao digitar ou estalam umas com as outras podem não ser adequadas, pois atrapalham o ambiente e dispersam os colegas de trabalho.

Dessa forma, quanto mais naturais forem as unhas postiças, mas adequadas estarão.

E se você trabalha com pacientes, as unhas muito cumpridas são proibidas, sejam naturais ou postiças. Mais uma vez, bom senso né?

Mãos e autoestima

Muitas vezes nossa autoestima está diretamente ligada as nossas mãos, pele e cabelos. E recorremos as unhas postiças para aumentar a autoestima e manter por mais tempo uma manicure bem feita, uma mão “arrumada”.

Mas como falamos, unhas esmaltadas não são necessariamente sinônimo de mão “arrumada”, mas devem estar limpas, adequadas a sua profissão e estilo de vida. A sua autoestima vale mais do que a psicose de unhas sempre esmaltadas.